Pode-se dizer que, a pesquisa consiste em conjunto de ações a serem cumpridas, a fim de buscar a solução de determinado problema. Para tal, e por se tratar de caráter científico, há a necessidade de se utilizar procedimentos técnicos e sistematizados. O objetivo principal da pesquisa é desvendar determinado problema quando não se encontra à disposição informações necessárias para resolvê-lo.

Para Gil (1994) ao se desenvolver a pesquisa científica é preciso utilizar procedimentos técnicos adequados a fim de que os resultados sejam fidedignos. Assim, a pesquisa científica requer planejamento prévio, embora mesmo diante de bons planos, sempre há riscos de imprevistos. No entanto, a partir de um bom planejamento tem-se a expectativa de que o trabalho científico a ser elaborado será bem sucedido.

A esse respeito inferem Barreto & Honorato (1998, p.59):

Entende-se por planejamento da pesquisa a previsão racional de um evento, atividade, comportamento ou objeto que se pretende realizar a partir da perspectiva científica do pesquisador. Como previsão, deve ser entendida a explicitação do caráter antecipatório de ações e, como tal, atender a uma racionalidade informada pela perspectiva teórico-metodológica da relação entre o sujeito e o objeto da pesquisa. A racionalidade deve-se manifestar através da vinculação estrutural entre o campo teórico e a realidade a ser pesquisada, além de atender ao critério da coerência interna. Mais ainda, deve prever rotinas de pesquisa que tornem possível atingir-se os objetivos definidos, de tal forma que se consigam os melhores resultados com menor custo.

Geralmente a pesquisa científica passa por três estágios até a consecução final do trabalho. A primeira fase é a elaboração do projeto de pesquisa que é quando será escolhido o tema; relevância do tema ou justificativa; formulação do problema; determinação dos objetivos; revisão de literatura; metodologia; cronograma das atividades e definição dos recursos que serão empreendidos.

Já a segunda fase é a execução do que foi programado e se consolida por meio da coleta, organização, análise, discussão e conclusão dos dados coletados. E, por fim, a terceira fase denominada de apresentação dos resultados, aonde se elabora o relatório final escrito, seja em formato de artigo, monografia, trabalho de conclusão de curso, dissertação de mestrado ou tese de doutorado.

De forma semelhante concorda Minayo (1999) quando afirma que ao elaborar um projeto de pesquisa científico o pesquisador terá que pensar em três dimensões, indispensáveis para que seja bem sucedido: a primeira é a técnica e se relaciona com as regras científicas que devem ser seguidas para a realização do projeto de pesquisa. A segunda é a ideológica, ou seja, a linha de raciocínio do pesquisador em cada momento da elaboração do projeto e a terceira é a científica, que busca sobrepor o senso comum por meio de métodos científicos.

Os projetos de pesquisa também seguem regras quanto à estruturação.

Fonte: (Adaptado de CARTONI, Daniele. Estrutura do projeto. Disponível em: https://pt.slideshare.net/dcartoni/metolodogia-daniela-cartoni-slides-parte-08-estrutura-do-projeto – Acesso em: 12 jan. 2018).

Apesar de o projeto de pesquisa ser o início do estudo científico é preciso elaborar um trabalho original, sem qualquer tipo de plágio ou cópias e fundamentado em obras literárias confiáveis. Em um mundo totalmente digital, é bastante comum recorrer a pesquisas na Internet. No entanto, é preciso ter cuidado na seleção das fontes e escolher publicações que sejam recentes e de sites renomados que podem ser confirmados, por exemplo, Scielo, Revistas da Usp, bibliotecas virtuais, teses, dissertações entre outros. Para evitar possíveis questionamentos com relação às fontes de consulta sugere-se elencá-las tanto no corpo do trabalho quanto nas referências e jamais utilizá-las sem a aprovação dos autores.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. 2.ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.

BARRETO, Alcyrus Vieira Pinto; HONORATO, Cezar de Freitas. Manual de sobrevivência na selva acadêmica. Rio de Janeiro: Objeto Direto, 1998.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1994.

MINAYO, Maria Cecília de Souza et al. (Org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 2. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1994. 80 p.